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Estatutos da Congregação Cristã no Brasil


Estatutos 1995





















Postado em: 28/11/2009 | 22:04:40

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Comentários
  Nome: Wanderson Silva Em: 28/07/2016 | 12:30:07 E-mail: -
Comentários:
Excelente comentário! Sou da ccb e não concordo com tais ensinamentos.

Responder para: Wanderson Silva

 
  Nome: Fabii Em: 17/10/2015 | 14:30:04 E-mail: - fabio086oliveira@yahoo.com.br
Comentários:
Sobre o véu e osculo santo esta errado.

Responder para: Fabii

 
  Nome: Augusto Pereira Netto Em: 13/08/2014 | 09:12:03 E-mail: - apnettocelular@gmail.com
Comentários:
Excelente artigo! A direção da CCB deveria lê-lo. Será que o "Hemerlindão" já leu isso? Vive reclamando que a igreja dele está vazia. Porque será hein?

Responder para: Augusto Pereira Netto

 
  Nome: Ricardo Em: 21/12/2013 | 16:51:45 E-mail: - rickmendonça@bol.com
Comentários:
A ascese (do grego “exercitar”) consiste na prática da renúncia do prazer ou mesmo a não satisfação de algumas NECESSIDADES PRIMÁRIAS, com o fim de atingir determinados fins espirituais.

Responder para: Ricardo

 
  Nome: Marco Aurelio Em: 21/11/2012 | 17:14:31 E-mail: - marcaotalmadm@terra.com
Comentários:
"Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne (Cl 2.20-23)."

"Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus (1Co 10.31)."

Tudo o que fizermos deverá ser feito para a glória de Deus. A igreja não deve ser um lugar onde nos sentimos reprimidos, mas sim amados. Não devemos ensinar nossos jovens sobre um Deus estraga-prazeres, disposto a impedir a felicidade de seus filhos. Temos de apregoar que o Senhor proporciona VIDA EM ABUNDANCIA. Os pastores não se devem enxergar como fiscais dos atos de seus membros. Devem, de maneira oposta, facilitar para que os talentos e dons sejam usados para a expansão do reino de Deus. "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma (1Co 6.12)."

O número de pessoas desviadas ou vivendo um cristianismo mascarado demonstra, todavia, que o assunto precisa urgentemente de uma resposta bíblica. Nosso interesse em tratar de usos e costumes na igreja não significa que desejemos assumir uma postura eticamente liberal e antinomista (sem qualquer referencial ético); pretendemos, tão-somente, reavivar a Teologia da Graça. Ouço homens e mulheres questionando: "Como distinguir a doutrina bíblica dos costumes provenientes das tradições humanas?" Inquietos, querem saber se podem jogar futebol, usar uma jóia ou até mesmo ouvir uma música no rádio sem entristecer o Espírito Santo.

Precisamos, urgentemente, de uma mensagem mais positiva e menos proibitiva. Muitas pessoas não se interessam por conhecer os conteúdos do evangelho em virtude de as igrejas passarem a imagem de que são sempre do contra. Somos conhecidos como os que proíbem tudo. Urge mostrar uma face mais real e simpática do cristianismo.

A palavra "legalismo" é um termo que os Cristãos evangélicos usam para descrever uma posição doutrinária que enfatiza um sistema de regras e regulamentos para alcançar salvação e crescimento espiritual. Legalistas acreditam que é necessário ter uma aderência estrita e literal a essas regras e regulamentos. De acordo com a doutrina ensinada na Bíblia, essa posição vai de encontro à graça de Deus.

Costume não é doutrina, no entanto, a doutrina bíblica quando corretamente interpretada gera bons costumes (Fl 4.8,9), indispensáveis ao testemunho cristão. As igrejas pentecostais têm costumes parecidos por que são oriundas do mesmo movimento. O fervor e o extremo zelo dos primeiros líderes pentecostais, na intenção de uma vida cultífica totalmente rendida a Deus, levaram estes pioneiros irmãos a usos e disciplinas rigorosos, o exemplo de suas vidas tornou-se o modelo copiado pelos liderados.
Em pouco tempo estes usos já estavam incorporados ao movimento quando:

Da tradição foram à convenção;
Da prática popular para as cartilhas;
Da cultura oral para os tópicos de ensinamentos.
Então:
O que era espontâneo tornou-se normativo;
O que era pessoal tronou-se coletivo;
O que era culto particular tornou-se costume denominacional.

O QUE SÃO DOUTRINA E COSTUME?
a) A doutrina tem origem divina; o costume é humano;
b) A doutrina tem alcance universal; o costume é apenas local;
c) A doutrina é imutável; o costume é temporário.

A doutrina bíblica gera bons costumes, mas bons costumes não geram doutrina bíblica. Igrejas há que tem um somatório imenso de bons costumes, mas quase nada de doutrina. Isso é muito perigoso! Seus membros naufragam com facilidade por não terem o lastro espiritual da palavra (GILBERTO, 1998). "Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus (1Co 11.16)".
"Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de Deus (1Co 11.12)."

CRISTO NOS LIBERTOU PARA QUE SEJAMOS DE FATO LIVRES
“Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão. Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará (Gl 5.1,2).”
“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor (Gl 5.13).”
No versículo acima o apóstolo Paulo adverte aos Colossenses que todas essas doutrinas dos homens perecem!!! “Fostes comprados por bom preço. Não vos façais escravos dos homens (1Co 7.23)”.

O apóstolo Paulo aconselhou em Romanos 14.4,5: “Quem és tu, que julgas o servo alheio? Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus”.
"E, ensinando-os, dizia-lhes: Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes compridas, e das saudações nas praças (Mc 12.38)."
"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te (2Tm 3.1,5).'
"Não julgueis pela aparência mas julgai segundo a reta justiça (Jo 7.24)".

Viver sob o julgo pesado do homem, cria mais apostasia (abandono da fé) do que frutos com suas proibições e exclusões. "Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los; E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas vestes (Mt 23.4,5)."

Algumas igrejas evangélicas vieram através de missionários de outros países, onde a cultura e a tradição influenciaram nas vestes. É preciso observar que num país de clima tropical como o nosso, usar roupas compridas vai significar sacrifício de tolo ao invés de santidade. "Ora, daqueles que pareciam ser alguma coisa (quais outrora tenham sido, nada me importa, Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me acrescentaram (Gl 2.6)".
"Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens (1Co 7.23)."
"Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros (Jo 7.35)."

II - PRINCIPAIS COSTUMES IMPOSTOS.
1. A MULHER NÃO DEVE USAR CALÇA? Legalismo: “Não haverá traje de homem na mulher, e nem vestirá o homem roupa de mulher; porque, qualquer que faz isto, abominação é ao SENHOR, teu Deus (Dt 22.5)."
"Não removas os antigos limites que teus pais fizeram (Pv 22.28)."

Defesa do Evangelho: É extremamente difícil estabelecer, primeiramente, quais eram as diferenças entre as vestes masculinas e femininas nos dias de Moisés. As palavras hebraicas originais usadas para denotar casaco, capa, cinto, são empregadas indistintamente tanto para designar vestes masculinas como femininas. Diferenciava-se o gênero de uma vestimenta com parâmetros diferentes dos nossos. Muitas vezes as roupas de um homem e de uma mulher eram exatamente iguais. Distinguia-se uma da outra, unicamente, pela finura do tecido usado para confeccionar as roupas das mulheres.

O texto não está falando de calça comprida. E nem poderia, porque este versículo foi escrito por Moisés em 1405 a.C. e, naquela época, não existia calça comprida. A calça comprida só surgiu na França, no final do século 19. Naquela época, tanto homens quanto mulheres usavam vestidos! O próprio Senhor Jesus usava vestido (Jo 19.23-24) e mesmo depois de glorificado, Jesus é descrito por João como "vestido até aos pés de um vestido comprido" (Ap 1.13). Deve-se observar que as roupas e tradições também variam de geração para geração. Aquilo que se determinava como roupa masculina duzentos ou trezentos anos atrás, pode ser hoje um traje muito afeminado, como é o caso das calças justas usadas por navegadores, ou dos brincos que os piratas (os quais eram tudo, menos afeminados) ostentavam nas orelhas. O que era considerado vestimenta masculina algum tempo atrás é permitido hodiernamente às mulheres, sem que com isso elas estejam masculinizando-se. O caso mais típico dessa argumentação vem das calças compridas.

Na cultura portuguesa as roupas adquiriram seus valores pela fortíssima influência católica. Durante anos os portugueses trajaram-se de forma bem conservadora. Há pouco mais de cem anos, as mulheres não podiam mostrar o tornozelo, então considerado muito sensual; cobriam-se completamente com saias, anáguas, meias grossas e mangas longas. Os homens trajavam-se de calças compridas (somente crianças vestiam-se de calças curtas), com austeros casacos, fraques e coletes.

A cultura brasileira adotou muitos padrões comportamentais do catolicismo português. Os homens, mesmo num clima tórrido, continuam vestindo-se com paletós; as calças curtas ainda significam trajes infantis, e as mulheres seguem identificando nas longas saias sua feminilidade. Mas a cultura não é estática, ela muda com o passar dos anos. Os brasileiros, depois, passaram a imitar a moda francesa, que na virada do século era o que havia de mais moderno.

Após a Segunda Guerra Mundial, entretanto, os americanos passaram a dar o novo tom das vestimentas. O mais típico exemplo são as calças jeans. Desde o século passado, o índigo tem servido para confeccionar as roupas dos trabalhadores rurais da América do Norte. Contudo, elas só se popularizaram como uma vestimenta resistente nos anos cinqüenta, ganhando, a partir daí, o mundo inteiro; tornaram-se as vestimentas globais. Mas por mais forte que tenham sido as influências européia e americana, há um resto de índio e africano em todos nós. Será essa a razão por que temos uma forte inclinação para nos vestir com poucas roupas? Além do calor, esse resquício indígena nos leva a chegar em casa e tirar as roupas pesadas e sóbrias. Procuramos camisetas largas, calções frouxos. Queremos nos sentir mais à vontade. Hoje, o que designa uma calça masculina ou feminina pode ser a cor (no Brasil uma calça de cor rosa é sempre para mulher) ou o zíper (convencionou-se que uma calça com fecho traseiro ou lateral é sempre para mulher). Quando Deus ordena que a mulher não se vista com roupas de homem, ele não está escolhendo certo tipo de roupa, mas apenas rechaçando o travestismo. O ideal de Deus é que os homens queiram ser homens e as mulheres desejem ser mulheres. A mensagem de Deuteronômio 22:5 trata de princípios, e não de uma lei sobre moda.

O que era considerado vestimenta masculina algum tempo atrás é permitido hodiernamente às mulheres, sem que com isso elas estejam masculinizando-se. O caso mais típico dessa argumentação vem das calças compridas.

É verdade que as calças compridas eram roupas de homem ainda no começo do século XX, há mais de 100 anos. Como as mulheres passaram a trabalhar fora de casa e necessitavam de roupas fortes que protegessem suas pernas do frio e dos acidentes de trabalho, o uso acabou sendo inevitável. Inicialmente, causava inquietação e gerava muita tensão; porém, como o costume não advinha de uma tentativa de masculinização, mas sim da carência de proteção, logo pôde contar com o consentimento da sociedade. Veja que uma necessidade social e não moral provocou essa mudança no comportamento das pessoas. Hoje as calças compridas já nem são mais roupas masculinas, e sim neutras em seu gênero ou epicenas, isto é, podem ser usadas tanto por homens como por mulheres.

Ser evangélico não significa pertencer a uma cultura própria e separada. Cristo nunca intencionou isso. Tanto que na oração sacerdotal de João 17, ele pediu ao pai que não retirasse as pessoas do mundo, mas que as livrasse do mal. A intenção de Deus não é que formemos GUETOS CULTURAIS, mas que fôssemos sal e luz dentro de nossa própria realidade. A ética evangélica sobre a cultura deve discernir com precisão o que é produto do pecado e o que é fruto da graça comum de Deus. (GONDIM, Ricardo).

O livro de Apocalipse nos revela que, no futuro, os salvos usarão vestidos (Ap 7.9-12). Que o próprio Deus mandará vestir os mártires de vestidos (Ap 6.9-11). Ora, Deus não iria vestir os salvos com abominação então, abominação é a troca de roupa entre os sexos; é o homem se vestindo para passar por mulher e a mulher se vestindo para passar por homem. É o homossexualismo.

Ninguém pode pegar um versículo isolado e fazer de doutrina. A Bíblia toda se completa, sem confusão, sem contradição. Essa passagem faz alusão aos que queriam usar as roupas do sexo oposto, travestindo-se, provavelmente numa intenção de homossexualismo.
Existe calça feminina e decente. Alguns líderes suspendem e até excluem membros da igreja, com suas doutrinas de roupa, mas não disciplinam as que causam confusões e intrigas com fofocas e outros sérios problemas.

Há calça feita exclusivamente para mulher. Ou seja, é calça de mulher, feita para mulher, logo não é "traje de homem". Usar calça comprida não é abominação para a mulher, porque o seu modelo é feminino e a mulher não está querendo se passar por homem. Na Escócia os homens usam saias e na África eles usam vestidos e não é por causa disto que os cristãos escoceses e africanos irão para o inferno. Cada época e país tem a sua cultura.

Além do mais, esse texto é parte integrante da Lei (os cinco primeiros livros da Bíblia), e não tem nada a ver com o período da graça de Cristo. Não precisamos nem ir muito longe para contextualizar esse versículo: três versículos adiante a Lei obriga a construção de parapeito no telhado de qualquer edificação (Dt 22.8). Mais quatro versículos adiante, determina a colocação de franjas nas quatro bordas da manta com a qual se cobre (Dt 22.12). Será que os legalistas obedecem esses preceitos também?

No capítulo imediatamente anterior podemos ler: "Quando alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedecer à voz de seu pai e à voz de sua mãe, e, castigando-o eles, lhes não der ouvidos, então seu pai e sua mãe pegarão nele, e o levarão aos anciãos da sua cidade, e à porta do seu lugar; e dirão aos anciãos da cidade: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz; é um comilão e um beberrão. Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; e tirarás o mal do meio de ti, e todo o Israel ouvirá e temerá (Dt 21.18-21)."

Se os legalistas modernos querem obedecer a Lei, por que não obedecem esse preceito também? Também deveriam parar de comer carne de porco que pela lei é uma carne imunda (Lv 11.7); não cortar o cabelo arredondando os cantos (Lv. 19.27); circuncidar-se (Lv 12.3). Onde está o altar para matar animais na igreja (Ex 20.24)? Por que os legalistas querem impor Deuteronômio 22.5 e não os outros textos da Lei?

"Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos (Tg 2.10)."


2. A MULHER NÃO DEVE USAR JÓIAS?
Legalismo: "O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos (1Pe 3.3)." "Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos (1Tm 2.9)."

"Então todo o povo arrancou os pendentes de ouro, QUE ESTAVAM NAS SUAS ORELHAS, e os trouxeram a Arão. E ele os tomou das suas mãos, e trabalhou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então disseram: Este é teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito (Ex 32:3-4)."
Defesa do Evangelho: A questão do primeiro versículo acima é semântica, e não teológica. Pedro não está proibindo nada, apenas abordando prioridades. A principal beleza da mulher não é o cabelo, as jóias ou o vestido, mas sim, Cristo na sua vida. E isso vale para todos os cristãos: a beleza do homem não seja o terno e a gravata, mas Cristo na vida dele. Os legalistas deveriam, com essa interpretação, proibir cabelo frisado, encrespado, penteado dividido. Se a mulher não pode frisar o cabelo, então não pode usar nenhum adereço ou caprichar no penteado. Ou seja, não poderia usar grampo nem "coque", o cabelo deveria estar sempre solto! Deveriam proibir, também vestidos comedidos, bem confeccionados, compostos. Proibir, ainda, o uso de jóias de ouro, tais como alianças de casamento ou noivado, anéis de formatura, abotoaduras no paletó, prendedores de gravata...Mas não é isso que Pedro está dizendo! Antes, sua mensagem é para que essas coisas não sejam prioridades na vida da mulher cristã, cuja beleza deve ser Cristo em seu interior.

Se a Bíblia descreve a rica cultura dos judeus sem qualquer censura, a pergunta deve ser feita sem medo (Gn 41.42; Et 8.2; Gn 38:18; Ct 1:10-11; Ez 16:11,20; Gn 24:47; Pv 25:12). De onde vêm os sermões bombásticos condenando os adornos como vaidade?

Essas proibições são fruto do autoritarismo inconseqüente de homens e que, na Bíblia, Deus não assume uma postura condenatória quando relata o uso de jóias e adornos. Há vários trechos nas Escrituras em que tanto os patriarcas quanto outras personagens da fé não apenas usaram jóias, mas também aprovaram o seu uso. Deus inúmeras vezes se valeu de metáforas nas quais se inseriram jóias, roupas caras e adereços, a fim de simbolizar sua bênção para o seu povo (Ez 16:8-14; Gn 13:2; Gn 24:22; Gn 41:42).

O rico patriarca Abraão dispunha de jóias em seu tesouro (Gn 13:2). Observe que o seu servo, visitando a casa de Rebeca para convidá-la a desposar Isaque, não hesitou em adorná-la com as jóias da riqueza de seu senhor:
"E aconteceu que, acabando os camelos de beber, tomou o homem um pendente de ouro de meio siclo de peso, e duas pulseiras para as suas mãos, do peso de dez siclos de ouro (Gn 24.22)."

José, mesmo sendo piedoso e temente a Deus, não recusou ataviar-se com as jóias que Faraó lhe presenteou: "E tirou Faraó o anel da sua mão, e o pôs na mão de José, e o fez vestir de roupas de linho fino, e pôs um colar de ouro no seu pescoço (Gn 41.42).

"Aos sacerdotes, Deus mandou que se vestissem de forma meticulosa e bonita, pois as vestes sacerdotais representariam um sinal da bênção do Senhor. Os artesãos convocados para elaborá-las esmeraram-se nos detalhes e na riqueza de sua confecção (Êx 28.4-6)."

Isaías usa, sem hesitação, a linguagem das roupas, jóias e adornos para simbolizar a bênção de Jeová sobre Israel:

"Desperta, desperta, veste-te da tua fortaleza, ó Sião; veste-te das tuas roupas formosas, ó Jerusalém, cidade santa, porque nunca mais entrará em ti nem incircunciso nem imundo (Is 52.1)."

Daniel é muitas vezes citado nas igrejas evangélicas como homem sem vaidades por se ter recusado a contaminar-se com os manjares que o rei comia. Entretanto, Daniel não se recusou a vestir-se de materiais caros, ornar-se com beleza e andar de acordo com a moda da Babilônia, onde passava seus dias de exílio (Dn 5.16,29).

Ao contar a parábola do Filho Pródigo, Jesus não receia afirmar que o pai ornou o seu filho com um anel. Embora aquele anel representasse uma forma de restituir a autoridade do filho, não se pode esquecer de que o anel também era uma peça de ouro e de adorno (Lc 15.22).

Ao contar as chamadas Parábolas do Reino, no capítulo 13 de Mateus, Jesus não atribuiu qualquer valor negativo àquele que negociava pérolas. Talvez, em alguns círculos religiosos de hoje, um vendedor de pérolas fosse aconselhado a abandonar o seu negócio, pois estaria comercializando objetos de vaidades. Cristo, entretanto, usou esse ofício para exemplificar o reino de Deus (Mt 13.45-46).

Ora, se Deus não assume uma postura condenatória sobre o uso de objetos de adorno ou moda, de onde vem essa abundância de doutrina humana reprovando severamente os jovens que se trajam de acordo com a cultura e os hábitos de outros jovens? Para quem ainda usa o Antigo Testamento como base para proibições, doutrinas de roupas, usos e costumes, é justo que se considere também as passagens de Êxodo 3.21 a 22: "EU darei mercê a este povo aos olhos dos egípcios; e, quando sairdes, não será de mãos vazias... Cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda, jóias de prata, e jóias de ouro, e vestimentas; as quais porei sobre vossos e filhos e sobre vossas filhas; e despojareis os egípcios".
"Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?" Atos 15:10
No que se refere ao segundo versículo acima, vejamos que Paulo não intenta proibir certos tipos de trajes. O apóstolo busca, tão-somente, mostrar às mulheres que a verdadeira beleza não pode ficar resumida ao exterior, devendo sempre estar em companhia do crescimento espiritual. Sua condenação ali não está nos objetos de adorno, mas na extravagância, na falta de bom senso, na ausência de pudor. Há unanimidade entre os estudiosos da Bíblia a esse respeito.
Para Russel Shedd, comentarista da Bíblia Vida Nova, "Mulheres em traje decente - traje (grego kastolé) - refere-se ao comportamento em geral, e não somente às vestes. Decente (grego kosmios) tem o efeito de 'em ordem'. A idéia dominante da frase inteira é de bom gosto, sensibilidade, em contraste com os excessos e a falsidade".

O adorno (...) (...) exterior - a ênfase não está tanto na condenação dos adornos exteriores, como frisado de cabelos, aparato do vestuário etc, mas na aparência exterior, apreciada pelos homens em contraste com a santidade apreciada por Deus. (1 Sm 16:7) (Russel Shedd, A Bíblia Vida Nova, Edições Vida Nova)
Não há condenação total de adornos aqui; a ênfase é que a ornamentação externa não deve prevalecer à interna. Alguns vão a extremos como querer condenar anéis, pulseiras e ornamentos. Pedro, porém, não quis dizer aqui serem pecado, apenas não podem ser a maior razão de viver das mulheres. (Dake's Bible, Finnis Jennings Dake, 1961).

É necessário ler as ordens específicas de Paulo tendo em mente sua situação cultural. Ademais, deve-se saber distinguir entre aquilo que é mandamento específico e aquela situação da sociedade dos princípios universais de Deus.
Quando lemos 1 Tessalonicenses 5:26: "Saudai a todos os irmãos com ósculo santo", não devemos entender que essa ordem deve ser obedecida ao pé da letra, pois em algumas culturas homem beijar homem é indecoroso, enquanto em outras, como na Rússia, o ósculo entre pessoas do mesmo sexo é perfeitamente aceitável.

Quando Paulo manda beijar todos os irmãos, é preciso que se entenda o contexto histórico sem deixar de lado o princípio universal que o apóstolo quis ensinar: devemos tratar-nos afetuosamente (acima, portanto, de qualquer compreensão cultural do que significa afeto). Achar que Paulo está combatendo o casamento quando pergunta: "Estás casado? Não procures separar-te. Estás livre de mulher? Não procures casamento" (1 Co 7:27). A resposta para essa frase deve ser compreendida no contexto ministerial daqueles dias em que as viagens demoravam meses inteiros; uma pessoa casada certamente teria dificuldade em administrar um casamento com tantas ausências. Sua sugestão era às pessoas que, sentindo-se chamadas para o ministério, não ficassem tão ansiosas para se casarem.

Entender o terceiro versículo acima como sendo uma boa argumentação para considerar vaidade o uso de jóias e adornos, significa descartar vários outros textos em que o mesmo ouro também foi usado para a construção do tabernáculo (Êx 36:34-38), dos utensílios de culto e da própria arca do concerto (Êx 25:11-13).

O que se pode compreender dessa passagem é que o povo estava peregrinando no deserto sem a possibilidade de garimpar uma pepita de ouro sequer; sendo assim, qualquer objeto de ouro que se quisesse compor deveria ser doado pelas pessoas. Quer dizer, o mesmo ouro que servia para fabricar um ídolo também era útil para confeccionar os querubins da arca do concerto.
"Por isso trouxemos uma oferta ao SENHOR, cada um o que achou, objetos de ouro, cadeias, ou manilhas, anéis, arrecadas, e colares, para fazer expiação pelas nossas almas perante o SENHOR (Nm 31.50)." O que deduzimos a partir desse texto é que o uso de jóias em si mesmo não está errado. Nossas posses é que podem ter destinação correta ou maligna, dependendo de onde e para onde está inclinado o nosso coração. O texto de Isaías 3:16-26 pode, numa leitura muito superficial, também aparentar que Deus está condenando o uso de adornos e enfeites nas mulheres de Sião. Ao leitor desarmado de preconceitos, entretanto, fica claro que a retirada desses enfeites veio como castigo de Deus por um outro pecado: andar de pescoço emproado, com altivez de coração. O pecado aqui não é o ornamento, e sim a prepotência.

Contudo, pode-se ainda argumentar que foi o uso de jóias e de adornos que tornou essas mulheres arrogantes e altivas. Sim, é verdade que uma pessoa altamente preocupada com jóias, moda e adornos, pode tornar-se ainda mais arrogante. Mas a preocupação obsessiva com outros valores também pode gerar soberba. Paulo advertiu a Timóteo que o amor ao dinheiro pode levar a um fracasso espiritual (1Tm 6:6-10). Provérbios ensina-nos que a comida, o sono (20:13) e o sexo (5:18-20), desde que mal usados por nós, também podem ser danosos. Jesus, de igual maneira, mostra-nos que ofertar na igreja (Mt 6:1-4), orar a Deus (Mt 6:6-8), ou até mesmo praticar jejum (Mt 6:16-18), podem tornar-se grandes perigos espirituais. Deve-se entender que, assim como ninguém de bom siso acha que o problema está no dinheiro, na comida ou no jejum, o problema não estava nas jóias e enfeites, mas sim na atitude do coração daquelas mulheres.


3. NINGUÉM DEVE USAR BERMUDAS?
Legalismo: "O uso de bermudas é proibido"

Defesa do Evangelho: As bermudas são proibidas para todos. E nisso há uma incoerência enorme: permite-se que as mulheres usem saias na altura dos joelhos, exibindo suas canelas, mas ao homem é proibido usar uma bermuda, que nada mais é do que uma calça na altura dos joelhos, exibindo suas canelas... Será que uma bermuda acima dos joelhos não equivale a uma saia na mesma posição?


4. OS HOMENS NÃO DEVEM USAR BARBA?
Legalismo: "Então mandou Faraó chamar a José, e o fizeram sair apressadamente da masmorra; ele se barbeou, mudou de traje e apresentou-se a Faraó (Gn 41.14)."
Defesa do Evangelho: Há quem use este versículo acima para apoiar a condenação ao uso de barba, esquecendo-se de que faraó na tipologia bíblica do AT representa Satanás. Não se pode retirar a passagem do contexto, e, ainda, desprezar centenas de outros textos nos quais homens de Deus aparecem usando barba. O Novo Testamento não emite opinião nenhuma a respeito do uso ou não de barba! Vários heróis da fé foram declarados fazendo uso de barba: Esdras (Ed 9.3); Arão (Sl 133.2). Também há expressa determinação na Lei de Moisés (que os legalistas deveriam cumprir): "Não cortareis o cabelo, arredondando os cantos da vossa cabeça, nem danificareis as extremidades da tua barba (Lv 19.27; Lv 21.5)." A grande maioria dos legalistas ostenta um farto bigode. Por que cultivar um bigode não se configura em desonra, e um cavanhaque, ou uma barba bem cuidada o seria?

No Antigo Testamento o homem deveria raspar, não só a barba, mas todo pêlo do corpo, em caso de lepra (Lv 14.9).


5. NINGUÉM DEVE PRATICAR ESPORTES?
Legalismo: "O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor (Rm 13.10).
Defesa do Evangelho: Os esportes servem para entretenimento, diversão e um saúde psicológica saudável, importante para o alívio do estresse, que tanto tem afligido a população, inclusive o povo de Deus. Também servem para a manutenção da saúde física. Infelizmente a falta da prática de esportes tem provocado muitas doenças aos membros das igrejas brasileiras, que, como toda a população brasileira, cada vez mais tem frequentando restaurantes, lanchonetes, fast-foods, almoços promovidos com fins beneficentes e, na mesma proporção, descuidado das suas taxas de glicose, colesterol... e proibindo os seus membros de praticar esportes! Infelizmente temos perdido muitos pastores, líderes, irmãos e irmãs por problemas de saúde que poderiam ser evitados com a prática regular de exercícios físicos e esportes.

Ainda há o problema para os que se aventuram à prática de uma simples caminhada, pois não podem usar sequer uma bermuda para a sua prática desportiva. E as mulheres... que são impelidas a usarem a "combinação" de tênis com uma saia!

Houve casos de jogadores de futebol que se viram forçados a abandonarem suas carreiras porque se converteram e foi-lhes ensinado que aquele meio era mundano. Mais uma vez o raciocínio falha na coerência. Dizem que o mundo esportivo é corrompido, cheio de idolatria e repleto de pessoas inescrupulosas. Não há como negar essas acusações, mas qual atividade profissional não tem pessoas desonestas, onde não impere a maldade? João afirma que o mundo inteiro jaz no maligno (1Jo 5.19) e não apenas o ambiente esportivo. Há advogados indignos, médicos sem ética, vendedores mentirosos e, para nossa tristeza, falsos pastores.

Por que ensinamos um médico a se preservar íntegro, com um testemunho cristão dentro do hospital, e queremos que o atleta abandone o estádio? Além do mais, caso esse raciocínio estivesse correto, precisaríamos sair do mundo, viver em comunidades isoladas. "Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal (Jo 17.15)." Tampouco Paulo ensinou que devamos abandonar nossa convivência com as pessoas não-cristãs que nos rodeiam. Quando ele doutrinou a igreja de Corinto sobre um caso de imoralidade, foi contundente em afirmar que não podemos sair do convívio do mundo, mas sim nos afastar dos falsos irmãos. Com esses nem devemos comer (1 Co 5.9-13).

O atleta cristão precisa, inclusive, entender que Deus lhe deu esse talento com o propósito de fazê-lo uma testemunha sua. Como o atleta torna-se uma espécie de mito, admirado e estimado por muitos, sua palavra ganha credibilidade e seu testemunho é escutado com maior atenção. Isso sem contar com as oportunidades que lhe surgem de entrar em locais e viver circunstâncias que dificilmente um pastor poderia ter acesso.

Eric Liddell, medalha de ouro nos 400 metros na Olimpíadas de 1924, era um cristão comprometido e sentia uma forte vocação missionária. Depois de ter conquistado sua medalha, gastou o resto de sua vida na China como missionário. Parte de sua vida foi retratada no filme Carruagens de Fogo.


6. NINGUÉM DEVE FAZER EXERCÍCIOS FÍSICOS
Legalismo: "Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir (1Tm 4.8)."
Defesa do Evangelho: Obviamente, há nesse texto não uma proibição, mas uma chamada a que se reflita sobre valores e prioridades. Em uma sociedade obcecada pelo CULTO AO CORPO, deve-se chamar a atenção para o fato de que a modelação física, através de extenuantes exercícios, não traz em si o valor sublime do crescimento espiritual. O objetivo de Paulo no texto acima não é desmerecer a prática de esportes, mas ressaltar a importância do exercício da piedade. Basta voltarmos ao versículo anterior (v.7) e veremos seu objetivo exposto com clareza, que era estimular Timóteo a buscar a autêntica piedade: "Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas, e exercita-te a ti mesmo em piedade (1Tm 4.7)."

A piedade comparada ao exercício físico é de muito maior proveito. O que ele fez foi uma mera comparação sem a intenção de menosprezar o exercício físico.
Paulo não poderia ser contra o exercício físico como um valor absoluto porque assim ele estaria se contradizendo. Em diversas ocasiões ele usou a linguagem do esporte como metáforas para a vida cristã. "Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar (1Co 9.24-26). "Portanto, nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta (Hb 12.1)."


7. COSTUMES IMPOSTOS AJUDAM O POVO A SE SANTIFICAR?
Legalismo: "Certas coisas foram colocadas pela igreja para ajudar o povo a se santificar, a ficar separado do mundo. Isso serve para afastar o povo do pecado (alegação comum)."

"Não se consegue manter um mínimo de vida cristã entre os crentes da nossa igreja sem impor regras e normas. Há o perigo de descambar. Dando às pessoas liberdade, elas acabam em autêntica libertinagem!"
Defesa do Evangelho: A resposta está na Bíblia: "Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne (Cl 2.20-23)."

Quando nascemos do Espírito Santo, somos guiados pelo mesmo Espírito, e se o coração está em submissão a Deus não há necessidade de lei. Se Deus não for o Senhor, não há lei que imponha esse sentido de responsabilidade. A santidade não é reconhecido pela aparência externa. Isso seria muito fácil. A santidade é reconhecida pelas atitudes tomadas na vida diária. Pelas obras que refletem a fé de cada santo (Tg 2.17). A santidade se manifesta de dentro para fora, do interior do ser humano para o exterior, e não o contrário!

Jesus orientou a todos de maneira explícita: "Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem (Mt 7.13,14)." Entrar pela porta estreita é ser santo, ser separado do pecado, deixar o mundo pecaminoso e tudo o que para ele é rotulado de "normal". Jesus ordenou: "Não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não dirás falso testemunho; Honra teu pai e tua mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo (Mt 19.18,19)." Isso é entrar pela porta estreita!

O legalismo cristão procura deixar a porta estreita ainda mais estreita, com a imposição de tantos costumes!

8. AS MULHERES NÃO PODEM CORTAR O CABELO, NEM OS HOMENS USAREM CABELOS COMPRIDOS?
Legalismo: "Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o homem ter cabelo crescido? Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu (1Co 11.14,15)."

Defesa do Evangelho: Corinto localizava-se no istmo entre o mar Egeu e Adriático. Assim, estrategicamente estabelecida, tornou-se um porto rico e muito famoso. Como a maioria das viagens daqueles dias eram por via marítima, Corinto foi uma autêntica metrópole, abrigando gente de todas as culturas antigas. Lá ficava o único anfiteatro (uma construção romana) da Grécia com capacidade para mais de 20.000 espectadores. O grande orgulho de Corinto era o seu templo de Afrodite. Sendo essa deusa identificada com a lascívia e com a prostituição cultual, seu templo abrigava mais de 1.000 prostitutas.

As mulheres da igreja de Corinto viviam em meio a duas tradições distintas; Paulo, por ser judeu, propunha a manutenção do costume hebraico; logo, a questão do uso do véu ou dos cabelos compridos era apenas pertinente àquele contexto cultural. Quanto às roupas, os costumes dos Coríntios também se diferenciavam dos costumes dos judeus. Antigamente, uma das principais características da cultura hebréia que se chocava com os costumes das mulheres de Corinto era o uso do véu. Uma mulher judia sem véu era tida como prostituta. Entre as mulheres de Israel, só não faziam uso do véu aquelas que se encontrassem em período de luto ou as que fossem esposas infiéis. Destas últimas, o véu lhes era tirado e o cabelo lhes era rapado, a fim de que exibissem o seu opróbrio.

A desonra a que Paulo se refere é cultural e não espiritual. Se não for assim, os nazireus seriam um grupo que colocaria a palavra do Senhor dita a Moisés (Nm 6.1-8) em descrédito. Não esqueçamos que a determinação da Lei, a respeito de todos os homens, era: "Não cortareis o cabelo, arredondando os cantos da vossa cabeça (Lv 19.27a)."

Deste costume imposto aos membros decorrem duas incoerências:
1) Qual o comprimento do cabelo masculino e qual o comprimento do cabelo feminino? Pois a medida considerada longa no cabelo do homem (nos ombros, por exemplo) já é considerada curta na mulher;

2) Como ficam os cabelos crespos das mulheres negras? Deus foi injusto com elas, obrigando-as ao uso de produtos diversos para se enquadrarem ao costume? O véu é um costume antigo que não diz respeito à cultura ocidental. A decência das mulheres da antigüidade estava no véu. Quando Rebeca se encontrou com Isaque pela primeira vez, sua reação de pudor foi cobrir-se com um véu (Gn 24.65). Hoje, com exceção dos países muçulmanos, as mulheres não precisam mais de véu para mostrar recato. Alguns traços dessa cultura permanecem no uso dos véus em raríssimas celebrações fúnebres e, com mais freqüência, nas cerimônias de casamento.

Gradualmente os costumes foram mudando, e os cabelos longos das mulheres passaram a desempenhar a mesma função do véu. Paulo sugere que, por uma questão de coerência, aqueles que quisessem manter a tradição do uso do véu hebraico deveriam também preservar o uso dos cabelos compridos presente na cultura helênica (GREGA). Isto porque, da mesma forma que uma mulher sem véu era considerada prostituta pelos judeus, uma mulher com a cabeça rapada era tida como meretriz pelos gregos. A experiência de Paulo, portanto, apresenta-nos contundente silogismo. Seria um absurdo imensurável pastores exigirem que seus membros adotem essa prática, já que as mulheres de suas congregações não estão inseridas na cultura dos judeus, tampouco na da Grécia antiga.

É impossível tornar compatíveis os costumes da igreja do século XX, no que diz respeito às mulheres e ao que podem fazer na igreja, com os costumes do primeiro século da era cristã. A tentativa é absurda, e as interpretações dadas por aqueles que seguem à risca esses preceitos são desonestas ou baseadas na falta de conhecimento próprio (...) (...) Ora, tudo isso pode ser compreendido somente à luz dos costumes sociais da época, visto que o véu não mais significa qualquer coisa para nós. Porém, em várias culturas antigas, às mulheres não era permitido terem livre contacto social, mas, antes, tinham de permanecer em relativa reclusão.

Em "O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo", Russel Norman Champlin grifa o seguinte: "É impossível tornar compatíveis os costumes da igreja do século XX, no que diz respeito às mulheres e ao que podem fazer na igreja, com os costumes do primeiro século da era cristã. A tentativa é absurda, e as interpretações dadas por aqueles que seguem à risca esses preceitos são desonestas ou baseadas na falta de conhecimento próprio (...) (...) Ora, tudo isso pode ser compreendido somente à luz dos costumes sociais da época, visto que o véu não mais significa qualquer coisa para nós. Porém, em várias culturas antigas, às mulheres não era permitido terem livre contacto social, mas, antes, tinham de permanecer em relativa reclusão (CHAMPLIN, 2000)".

Ele não poderia exigir que essas normas fossem obedecidas hoje, pois o véu e os cabelos compridos já não possuem a mesma significação daqueles dias. Na antigüidade, uma mulher, através da maneira como cortava seus cabelos, podia transmitir lealdade ou insubmissão ao seu marido; hoje, contudo, a submissão de uma mulher é transmitida pela ALIANCA que carrega no dedo da mão esquerda.

Mais uma vez, deve-se levar em conta o princípio por detrás do costume e não o costume em si. Paulo desejava que as mulheres respeitassem a idéia de submissão e que os símbolos dessa subordinação fossem igualmente acatados. Se naquela cultura o símbolo da sujeição da mulher era manter os cabelos compridos, as mulheres não deveriam cortá-los; mas se numa outra cultura (como a japonesa) estiver estabelecido que as mulheres demonstram submissão andando alguns passos atrás do marido, que se respeite tal hábito para que o princípio seja preservado.

Na África os negros não poderiam adaptar-se a esses conceitos, uma vez que o cabelo crespo e encarapinhado simplesmente não cresce. Lá, a natureza ensina que tanto homens como mulheres devem ter cabelos curtos. Faz-se necessário lembrar que um ensino bíblico, para ser válido, deve ter aplicabilidade universal. Ao ensinar sobre amor, fidelidade e coragem, a Bíblia coloca-se acima de toda cultura; por isso, independentemente de como nossa sociedade lida com esses valores, todos eles têm algo a nos ensinar.


9. AS MULHERES NÃO DEVEM FAZER USO DE PINTURAS NA FACE E UNHAS
Legalismo: "Depois Jeú veio a Jizreel, o que ouvindo Jezabel, pintou-se em volta dos olhos, enfeitou a sua cabeça, e olhou pela janela (2Rs 9.30)."
Defesa do Evangelho: O pecado de Jezabel era a idolatria e prostituição, e não a pintura (Ap 2.20-21; 1Rs 19.2; 2Rs 9.22). O que a Bíblia condena é a vaidade, tanto da mulher como do homem. A Bíblia chama muitas coisas de vaidade: os deuses das nações são vaidade (2Cr 16), o pensamento e a vida do Homem (Sl 94.11 e 144.4), a juventude (Ec 11.10), as falsas profecias (Jr 14.14). Portanto, tudo o que é feito por vaidade é condenável.


10. NÃO SE DEVE ASSISTIR À TELEVISÃO
Legalismo: "Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim (Sl 101.3)." "Os meus olhos estão continuamente no SENHOR, pois ele tirará os meus pés da rede (Sl 25.15)."

Defesa do Evangelho: A comunidade evangélica não soube aproveitar a televisão como meio de comunicação do evangelho perdendo, dessa forma, um precioso momento de realmente influenciar o povo brasileiro. Nos anos 1950 o uso do rádio era proibido aos cristãos sendo chamado de "caixinha do diabo", com o advento da televisão, esse título foi transferido para ela. E o diabo foi ganhando de presente os novos meios de comunicação e assumindo a sua programação enquanto a igreja demonizava o aparelho. Hoje a televisão vem aos poucos sendo "liberada" aos crentes... O que mudou? O diabo está devolvendo o presente? Não! A igreja apenas está se conscientizando de que existem programações que edificam, que informam, que ensinam o que é bom, e que podem ser assistidas sem ressalvas. Tendo a liberdade de escolher o que é bom: "Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim (Sl 101.3)."
Hoje várias denominações legalistas possuem programas de televisão e sites na internet.

11. NÃO SE DEVE FREQUENTAR PRAIAS E PISCINAS
Legalismo: "Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça (Rm 6.12,13)." "Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem (1Co 5.9)." "Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas (Ap 3.18)." "Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas (Ap 16.15)."

12. NÃO SE PODE BATER PALMAS
Legalismo: "Palmas só aparecem no VT, E nunca relacionadas com marcar o ritmo de música dançante! Nunca em cultos ao Senhor, quer no Tabernáculo, quer no Templo!" "O NT especifica tudo o que deve compor nossos cultos, e omite palmas e balanços de corpo."

Defesa do Evangelho: Omissão não significa proibição! Não se pode proibir aquilo que a Bíblia não proíbe. Não podemos, por nosso bel prazer, classificar algo como pecado sem embasamento bíblico. O fato de uma ação não ter base bíblica, não significa que esta ação seja pecaminosa. João e Paulo fornecem, inspirados pelo Espírito Santo, uma lista enorme de pecadores que não entrarão no céu: "Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte (Ap 21.8).
"Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus (1Co 6.9,10)."

Em qual destes se enquadram aqueles que batem palmas?
Defesa do Evangelho: Deparamo-nos nas praias com homens com calças compridas e mulheres com saias longas sob um sol escaldante! E com pregadores do legalismo usando bermudas na praia!


13. ALGUMAS PESSOAS NECESSITAM DE LEIS PROIBITIVAS
Legalismo: "Há certo tipo de pessoa que necessita de cabrestos e leis proibitivas"
Defesa do Evangelho: Entenda-se que esse tipo de pessoa seja o pobre e o simples. Esse argumento reforça a idéia de que os pobres e os simples não têm condições de participar do evangelho da graça. Aqueles que defendem esse argumento acreditam que há pessoas social e culturalmente atrasadas e que precisam de cabrestos, leis rígidas e muita proibição. Isso não é preconceito? A mocinha que freqüenta uma congregação de periferia seria mais atrasada do que a mocinha que vive atrás dos altos muros de um condomínio fechado? Ela não pode desfrutar do evangelho da graça, sem o bordão da lei, para ser santa? Será que Deus realmente usa parâmetros diferentes quando lida com seus filhos? Com esse arrazoamento chegaríamos à absurda conclusão de que há dois evangelhos: o da graça, para os socialmente abastados e cultos; e o legalista, para os pobres e indoutos. O Salmo 32.8-9 ensina que Deus não deseja estabelecer com ninguém um relacionamento proibitivo; ele almeja que sejamos íntimos e livres para desfrutar de sua companhia. Ele não quer nos mandar aos gritos, e sim deseja nossa obediência por amor. Suas leis não são arbitrárias, elas almejam o nosso bem:

"Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos. Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio para que não se cheguem a ti (Sl 32.8-9)."

14. ABERTURA DEMAIS RESULTA EM LIBERTINAGEM
Legalismo: "Se a igreja não criar regras de conduta, a liberdade vira libertinagem (alegação comum)”.
Defesa do Evangelho: De acordo com esse argumento, não se pode pregar a liberdade em Cristo; devem-se manter algumas proibições para as pessoas não partirem para o extremo da carnalidade. A vulnerabilidade e falência desse raciocínio vem da baixa estima que se dá ao poder do evangelho. Para essas pessoas, a mensagem da graça precisa do reforço da lei. Será? Paulo afirma, repetidas vezes, que a mensagem da cruz não necessita do auxílio da lei para alcançar seus extraordinários feitos:
"Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão. Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará (Gl 5.1-2)."

A lei não arbitra sobre a santidade. As proibições mostram-se inócuas na tarefa de santificar os crentes. "Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne (Colossenses 2.20-23)."

Paulo insistiu com os crentes da Galácia para que aquelas normas e exigências do Antigo Testamento minguassem diante da excelência da fé:

"Porque nós pelo Espírito da fé aguardamos a esperança da justiça. Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor (Gl 5.5-6)." Jesus condenou severamente os líderes religiosos que atam fardos pesados de normas, exigências e condenações nos ombros das pessoas. A linguagem grave e reprovadora em Mateus 23 evidencia a intolerância de Cristo em relação ao legalismo:

"Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los; mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando. Condutores cegos! que coais um mosquito e engolis um camelo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de iniqüidade. Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia (Mt 23.4,13,24-27)."

Nenhum líder religioso pode alegar que não compreendeu bem os desígnios de Deus. Se uma corte humana condena um médico por imperícia, imagine quando Deus trouxer seus ministros diante do tribunal de Cristo para prestarem contas de como manusearam sua Palavra (2Tm 2.15).

15. O LEGALISMO EVITA A VAIDADE
Legalismo: "Quem subirá ao monte do SENHOR, ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente (Sl 24.3,4)."

Defesa do Evangelho: As igrejas evangélicas brasileiras têm grande dificuldade de compreender o termo "vaidade" que, no jargão próprio do mundo dos crentes, carrega toda uma conotação pejorativa. Gostar de vestir-se com esmero, adornar-se com qualquer jóia ou cuidar do cabelo, tingindo-o ou penteando-o de alguma forma estética, é considerado pecado na maioria das nossas igrejas.

Vaidade no hebraico advém de duas palavras. Primeiro, de habel, que significa vazio, oco. Seu uso no Antigo Testamento estava muito relacionado ao abandono do único Deus verdadeiro e à busca de ídolos que não podiam satisfazer às necessidades de Israel pelo simples fato de não existirem. A adoração a ídolos, então, tornou-se sinônimo de vaidade, pois era como se o povo israelita estivesse buscando ajuda no vazio (2Rs 17.15).

A segunda palavra hebraica era shav, que assumia uma conotação também de vazio, mas com uma compreensão mais ligada à desolação, abandono. Jó usa essa expressão quando se sente vazio, pois se vê abandonado e percebe sua vida esvair-se em nada. A palavra sopro, no texto abaixo, é a mesma palavra hebraica traduzida por vaidade (Jó 7.16). No grego, vaidade é representada pelo substantivo mataiotes e também significa vazio. Não há qualquer relação entre vaidade e o uso de jóias, roupas ou ornamentos (Rm 8.20; Ef 4.17; 2Pe 2.18) ).

Portanto, há muita firmeza em afirmar que, quando a Bíblia fala de vaidade, seu significado é sempre sopro, efemeridade, algo vazio. "Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade (Sl 39.5)." "Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade (Ec 1.2)."

Muitas vezes, quando estamos julgando nosso irmão por causa da sua postura exterior, podemos estar julgando mal. Isto porque não temos condições de conhecer o coração das pessoas. Uma pessoa pode aparentar muita piedade por causa de sua indumentária, mas o seu coração pode estar completamente contrário a Deus.

Há diversos casos na Bíblia em que a postura exterior das pessoas contradizia o seu estado interior. Saul, que era tão belo (1Sm 9:2), "que entre os filhos de Israel não havia outro mais belo do que ele; desde os ombros para cima", mostrou que interiormente seu coração era feio. Ao profetizar com os outros profetas (1Sm 10.10), mostrou claramente aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e falsa humildade, e rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade. (Cl 2.20-23).

Quando Jesus entrou na casa de Simão, o fariseu (Lc 7.36-38), a mulher que aproximou-se por detrás do Senhor, chorando, regando-lhe os pés com suas lágrimas, enxugando-os com os próprios cabelos e ungindo-os com ungüento, também foi pré-julgada pela aparência por todos.

Estipular que um tipo de ornamento no corpo é vaidade, mas um quadro que coloco na parede de minha casa para ornamentá-la não, pode indicar, no mínimo, uma postura incoerente. Os lustres que usamos para decorar as luzes que iluminam nossas casas não seriam também uma espécie de vaidade?

Uma miríade de perguntas surgem imediatamente quando se pensa na questão da vaidade. Por exemplo: Não seria o uso da gravata uma vaidade?

A gravata surgiu em culturas de clima frio como uma espécie de cachecol que esquentava o pescoço. Entretanto, devido a ter sido estilizada e aperfeiçoada a ponto de perder sua função inicial, tornou-se mero adorno no pescoço dos homens. Em um país de clima tropical como o Brasil, a gravata não possui utilidade nenhuma senão adornar. Há ainda aqueles quatro botões que enfeitam as mangas dos paletós dos homens; qual a utilidade deles, já que não servem para abotoar nada? São meros adornos. Aliás, qualquer botão, desde que esteja exposto, serve para adornar.

Quem quiser legislar sobre a vaidade sucumbirá por gerar uma paranóia, visto que, ao ter de lidar com inúmeras questões, acabará sendo incoerente. Dizer que uma mulher que usa jóias é vaidosa, mas comprar um carro cheio de frisos niquelados e de cores berrantes.Teríamos de arbitrar sobre os enfeites que deveriam fazer parte dos nossos óculos, quais cores seriam permitidas nas nossas roupas, ou seja, estaríamos presos a um exasperante sistema de fiscalização de nossa conduta. Seríamos, em última análise, roubados da liberdade em Cristo. O conceito popular de vaidade é declarado na Bíblia pela expressão composta de vangloria:

Nada façais por partidarismo, ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo (Fp 2.3). Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros (Gl 5.26).

Assim aprendemos que vaidade é objetivamente descrita com o sentido de vazio, inutilidade e falta de consistência. Todas as vezes que buscarmos nossa identidade no que for irreal estamos sendo vaidosos. Não há necessidade de se estabelecer uma relação direta com adornos, roupas ou bens materiais. O exercício do ministério, oração, e até boas obras podem, em alguns casos, também ser vaidade e um correr inútil em direção ao vento.

16. NÃO PODEMOS AMAR O MUNDO
Legalismo: "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele (1Jo 2.15)."

Defesa do Evangelho: Há uma confusão da real acepção que a Bíblia atribui ao vocábulo "mundo". Há uma necessidade clara de entendermos o imperativo bíblico "não ameis o mundo", pois há uma punição muito séria para aqueles que desobedecem a esse mandamento; seria importante lermos a exortação em seu contexto: O mundo é descrito na Bíblia como um sistema (cosmos) que se opõe ao reino de Deus. Paulo chega a dizer que esse mundo manifesta-se através dos sistemas de pensamento que rejeitam a verdade (2Co 10.4-5).

O mundo é todo o sistema que se desenvolve na cultura e que leva, legitimado pelo egocentrismo do homem, ao exagerado e desmedido desejo da carne e dos olhos. É o adoecimento de toda produção humana e a manifestação do desejo doentio de poder. Está em relevo na ânsia obcecada por prosperidade. É também a necessidade de seduzir o próximo através do sexo ou do dinheiro. Não somente isso, pois pode ser também a busca de poder eclesiástico de algumas elites evangélicas, ou até mesmo a gula. Todos temos um amor próprio. Uma dignidade intrínseca. Esse sentido de valorização nos foi dado por Deus.

Lavamo-nos por um sentido de autovalorização, nos trajamos por que entendemos que em nossa cultura aquela indumentária será mais bem aceita. Quando vamos à uma festa de casamento nos enfeitamos porque consideramos que aquela data requer que estejamos o mais bonito possível. Se isso é vaidade, ela é aceita e estimulada por Deus. Não há qualquer relação desta busca com aquele sentimento pernicioso de querer apoiar nossa existência no que é vazio.
Limitar o conceito de mundo ao desejo de vestir-se bem é adotar uma visão muito reduzida daquilo que o vocábulo representa em toda a Escritura. Por Joel Alexandre

Responder para: Marco Aurelio

 
 

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