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Irmãos, o testemunho que vou contar aconteceu a 4 anos, minha esposa, já com 40 anos engravidou e os médicos disseram que seria muito difícil ela segurar aquela gestação até o fim, e de fato com 3 meses de gravidez ela teve uma ruptura de bolsa, os médicos acharam que seria melhor interromper a gravidez, mas Deus tinha um plano divino e minha esposa conseguiu manter a gravidez por mais 3 meses, mas quando já estava para completar 7 meses, a bolsa rompeu definitivamente e minha esposa foi internada. O medico disse que iria tentar adiar o parto por mais 3 semanas pois os pulmões da criança ainda não estavam desenvolvidos, e se ela nascesse viveria apenas por alguns minutos. Minha esposa foi internada, e após 3 dias os médicos me chamaram e disseram.
Olha, não tem mais jeito, a bolsa esta com uma infecção muito grande e teremos de optar entre a vida de sua esposa ou de sua filha, você decide.
Disse então que confiava em Deus e que ele guiaria as mãos dos médicos para o que fosse melhor.
Conversei com minha esposa e falei que os médicos iriam tirar aquela criança, minha esposa era testemunhada desta graça, e me disse, Deus deu, eu devolvo a ele, ele fará o que for melhor.
Fomos para a sala de parto, eu queria assistir o parto, mas os médicos me disseram que seria um parto muito complicado, que a criança não sobreviveria, que não choraria e que não seria bom eu assistir esta cena., mas eu insisti em assistir o parto.
A operação começou e quando chegou o momento de tirar a criança, o médico olhou para mim e perguntou:
“Você está preparado?”
Eu respondi que sim, então ele retirou a criança e nem bem ela saiu do ventre da mãe, ela começou a chorar sem parar.
Uma enfermeira que estava no fundo da sala, virou-se para o médico e disse, mas doutor, o Senhor não disse que esta criança não iria chorar pois os pulmões ainda não estavam formados ?
O médico respondeu:
¨ Calma, este é o choro da morte, ela vai chorar alguns segundos e depois morrer.”
Porém a sentença do homem não pode contra a vontade de Deus, e minha filha chorou por mais de 15 minutos sem parar, para admiração daqueles médicos.
Ela foi levada para a UTI, pesava pouco mais de 1 Kilo, o pediatra me disse que ela iria ter uma infecção muito forte, pois ficou 3 dias no meio de uma água infectada , porém a palavra diz que se beberdes coisa mortífera nada te acontecerá, e se cumpriu, os exames foram feitos e nenhuma infecção foi constatada, para a glória de Deus.
Porem irmão a obra de Deus ainda não estava terminada, minha filha ficou 45 dias na UTI para adquirir peso e quando já estava para sair, os médicos a examinaram e constaram que minha filha seria cega, e que já havia perdido 50 por cento da visão, marcaram um novo exame para daí a 3 dias e o resultado foi que a doença havia progredido e já comprometia 75 por cento da visão.
A médica me disse que iria tentar uma cirurgia para tentar parar o progresso da doença, mas que o que já havia sido perdido não teria mais jeito e que minha filha no máximo enxergaria vultos.
Também me disse que não acreditava que ela poderia sobreviver a cirurgia com tão pouco peso. A cirurgia foi marcada para o outro dia.
Naquela noite os médicos permitiram que eu e minha esposa passássemos ao lado da criança na incubadora, já era noite, minha esposa estava sentada na cama , triste e eu em pé ao lado da incubadora, orando a Deus e perguntando porque ela tinha dado tantos livramentos para aquela criança e agora iria permitir que ela fosse cega, eu não me conformava com aquela situação.
Foi quando me veio na cabeça aquela passagem da bíblia que diz sobre a unção que cura os doentes, mas naquela hora da noite como eu poderia encontrar alguém do ministério para ungir a minha filha.
Neste momento uma voz me disse, ¨Unge a menina, eu pensavam isto só pode ser do inimigo, como posso eu ungir minha filha, mas a voz continuava a soprar ¨Unge a menina em meu nome¨e eu fui ficando cada vez mais atribulado e como desculpa disse a Deus:
¨Senhor nem óleo eu tenho aqui para ungir minha filha¨, neste momento entrou uma enfermeira no quarto e me disse que iria limpar a menina e prepará-la para a cirurgia, ela pegou um vidro de um óleo muito perfumado e limpou a menina com aquele óleo, perguntei que óleo era aquele ,e ela me disse que era um óleo muito fino e que era usado para hidratar e cuidar, ela terminou o trabalho e já ia saindo quando parou na porta e, virou e disse,
¨ Pai, vou deixar este vidro de óleo aqui, se o senhor precisar o senhor usa.
¨ Naquele momento a voz voltou e disse;
¨ Já tem o óleo, unge a menina em meu nome.¨, mas eu continuava atribulado, sem saber o que fazer, então disse a Deus:
Senhor, eu não sou sacerdote, não posso ungir minha filha !
Neste momento entraram na sala um casal de amigos de outra denominação, que vieram confortar a minha esposa, ficaram ali alguns minutos conversando com ela, e eu ali combatido, brigando com a voz de Deus, quando aquele casal já ia saindo, a mulher me disse.
¨Olha, eu tenho um recado para você, eu disse , que recado ?
Ela me falou: ¨O Pai é o Sacerdote do lar¨ disse isto e saíram.
Então, a voz me disse:
¨- Eu te dou autoridade sobre tua família e sobre tua descendência, unge a menina em meu nome.”
Então chamei minha esposa e expliquei-lhe o que era a unção e que iria ungir a menina, ela concordou, peguei aquele óleo, oramos e consagrei a Deus, em seguida ungi minha filha.
Terminado a unção entrou um enfermeiro e disse que precisava levar a menina para a sala de cirurgia, pois a médica já estava esperando.
Ele levou minha filha e eu fui atrás, sentei na porta daquela sala, e me preparei para uma longa espera, porem 5 minutos depois a médica saiu transtornada, discutindo com a enfermeira, dizendo que a enfermeira tinha pego a criança errada, que aquela criança não era a que ela tinha examinado 2 vezes.
A médica olhou para mim e perguntou se eu era o pai, eu disse que sim, ela me perguntou onde estava a mãe, respondi que estava no quarto, então ela me disse que precisava falar com nos dois.
Fui para o quarto e esperamos a médica, ela entrou encabulada e sem jeito e disse que não sabia como contar pois estava muito triste por ter feito dois exames errados, pois na hora da cirurgia ela disse que minha filha não tinha mais nada e que iria nos dar alta naquele momento.
Disse-lhe que ela não tinha errado nos exames, mas que Deus havia curado minha filha, ela abaixou a cabeça e saiu da sala.
Irmandade mui grande foi alegria naquele lugar, algumas enfermeiras que eram irmãs nossa, correram para o quarto e davam gloria a Deus, e sua obra foi completa.
Este fato se passou no Hospital São Camilo do Ypiranga, no ano de 2002.
Hoje minha filha Laura tem 3 anos e tem a visão perfeita.
Porem a obra não foi completa em minha esposa, e a 7 meses ela decidiu se separar para viver sua liberdade, com cinemas, barzinhos, amigos e tudo o que o mundo pode oferecer, minha família foi separada, minha filha sofre com a minha ausência, mas sei que Deus fará sua obra no tempo certo, orem por mim, pela minha família e pela minha esposa, para que ela perceba o caminho que ela resolveu abandonar e a família linda que ela desprezou.
Minha prova é dura, a solidão é cruel, meu sofrimento é grande, mas sei que Deus me trará a vitória.
A Paz de Deus esteja com todos vós
Quem sentir me escreva, pois estou necessitando de palavras de conforto, visitas e muita oração.
samiroatilio@yahoo.com.br
Fonte:
Samiro Atilio da Silva
Postado em: 21/02/2011 | 15:00:50
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